TV Aparecida – Programa Arquivo A – Reaproveitamento

Com o tema reaproveitamento, o programa Arquivo A, da TV Aparecida, destacou o trabalho da ONG Banco de Alimentos desde o processo de coleta de alimentos, no supermercado, até a entrega à Casa Assistência Filadélfia, que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Com produção de Gabriel Santos e reportagem de Camila Lucci, a reportagem faz um belo trabalho jornalístico sobre o processo de Colheita Urbana e seu impacto social.

O roteiro começou no supermercado St Marche, um dos doadores da ONG Banco de Alimentos, mostrando todo o cuidado na seleção de frutas e verduras que estão em boas condições de consumo mas que perderam o seu valor comercial, muitas vezes apenas por questões de aparência. Acondicionados pelo supermercado, os alimentos passam também pelo crivo da equipe de coleta da ONG, responsável pelo transporte. “Só hoje colhemos 200 quilos, uma quantidade boa que vai ajudar muita gente”, afirmou Carlos Pardin, motorista da ONG Banco de Alimentos.

Em caminhões sempre bem equipados e em condições de garantir a qualidade das frutas e legumes no transporte, a ONG Banco de Alimentos realiza a entrega em 42 entidades assistidas que atendem mais de 23 mil pessoas em situação de vulnerabilidade, permitindo assim a complementação das refeições oferecidas.

Luciana Chinaglia Quintão, fundadora e presidente da ONG Banco de Alimentos, afirmou que desde sua criação em 1998, a ONG já doou cerca de 20 milhões de quilos de comida, complementando mais de 300 milhões de refeições com alimentos de alta qualidade. “Imagine, há 24 anos, uma pessoa ir bater nos lugares pedindo doações. Alguns acreditaram desde o começo e hoje está mais fácil, até pelo nosso nome e trajetória. Mas a doação de alimentos tem que crescer infinitamente. Porque ainda é pouco o que a gente aproveita dessa quantidade absurda que seria destinada ao lixo apenas por não ter sido vendida. Hoje, a cada dois brasileiros, um vive em situação de insegurança alimentar. Metade da população do Brasil vive em insegurança alimentar. Algo totalmente desnecessário, provocado por políticas públicas não eficientes”, disse Luciana.

Segundo dados da Embrapa, mostrados durante o programa, o Brasil produz por ano 140 milhões de toneladas de alimentos e 23 milhões vão parar no lixo, um enorme desperdício.

Na Casa Assistência Filadélfia, o entrevistado foi o gerente Washington de Oliveira Irmão. A entidade atende um público em extrema vulnerabilidade social, com grande déficit alimentar. “Nós entendemos que a questão alimentar é uma questão de direito. Muitos chegam aqui em situação de insegurança alimentar, então, ter essa parceria com a ONG Banco de Alimentos e proporcionar para as nossas crianças e adolescentes uma alimentação saudável e nutritiva é muito fantástico”, afirmou Washington.

Na visão dele, o reaproveitamento significa enriquecimento. É o uso da inteligência e da tecnologia social. O contrário disso é pobreza e falta de inteligência. “O reaproveitamento, para nós – inclusive a Luciana Quintão diz isso no livro dela, Inteligência Social – é inteligência social, é a gente saber aproveitar a riqueza que a gente tem e a variedade que a gente tem de alimentos, que infelizmente a gente joga fora. Temos um grande desafio, não só de trazer a consciência do aproveitamento para crianças e adolescentes que estão conosco e que se alimentam aqui, mas também para as suas famílias. Temos mensalmente uma reunião de convivência ou socioeducativa, com pais e mães responsáveis, e nosso grande desafio é de alguma maneira passar isso para eles também. Porque eles já têm tão pouco e ainda jogar fora aquele pouco que têm, é um desafio para nós trazer essa educação para eles”, disse Washington.

Luciana reforçou ainda que o que acaba com a fome é emprego, é geração de renda. “Sem renda, a pessoa não tem acesso ao alimento, considerando inclusive que há várias fomes. A pessoa tem que estudar, morar, ter roupa, criança tem que estudar. Temos bastante nas mãos para diminuir a fome. Imagine se tivéssemos um país com grande parte da população empregada, com necessidades garantidas, sem corrupção, com os impostos chegando onde tem que chegar, que país não seria esse”, disse Luciana.

Assista ao programa Arquivo A na íntegra:

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