Luciana Chinaglia Quintão, fundadora e presidente da ONG Banco de Alimentos, é a personagem de capa da Revista Gol, edição dezembro/janeiro 2021/202, na reportagem A Fome é problema nosso. No país da fartura, diz o texto, Luciana trabalha para aliviar a dor dos que não têm o que comer.

Em editorial, o presidente da Gol Linhas Aéreas, Paulo Kakinoff, afirma que “em momentos difíceis como o que vivemos agora, é ainda mais fundamental saber que há pessoas como Luciana atuando com inteligência e dedicação irrestrita e incondicional para que a gente siga em frente como nação. Ao mesmo tempo que a homenageamos, queremos acender o alerta para que a mobilização de todos não esmoreça”.

Em reportagem de 10 páginas, a revista conta a trajetória de Luciana, desde a infância, no Rio de Janeiro, a opção por cursar economia, até chegar à ONG Banco de Alimentos. Para Luciana, uma conta nunca fechou: o fato de que, nos anos 1990, apesar do Brasil ser uma das maiores economias do mundo e um dos maiores exportadores de alimentos, já existiam na época quase 55 milhões de pessoas vivendo com menos de meio salário mínimo (32% da população, sendo que, deste total, quase 14 milhões eram indigentes, sem renda para comer). Com a pandemia, a situação piorou ainda mais: são 116,8 milhões de brasileiros sem recursos para fazer três refeições todos os dias. “E é justamente neste cenário de contrastes e desigualdades que Luciana trabalha desde 1998, quando criou a ONG Banco de Alimentos.”

A revista destaca os bons resultados conquistados por Luciana e equipe durante a pandemia, Apenas entre abril de 2020 e outubro de 2021, mais de 6,6 mil toneladas de alimentos foram distribuídas e cerca de 1,7 milhão de pessoas foram atendidas. “Montei a ONG sozinha. Sou economista de formação e sabia o que era preciso para começar uma empreitada como essa, mas no começo fazia tudo, até a comunicação”, diz Luciana.

“Alcançamos números superlativos de doações de alimentos na pandemia, mas este ano o desempenho já diminuiu. Então queremos fomentar outros bancos de alimentos e ampliar o nosso trabalho na educação”, afirma Luciana. Ela acredita que “só é possível acabar com a fome por meio do emprego, do empreendedorismo, de uma gestão pública eficiente”.

Leia em: https://static.voegol.com.br/voegol/2021-12-17/revista-GOL_dezembro-janeiro_compressed.pdf#_ga=2.181901543.1978910736.1640005912-653620079.1640005912

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