Promover a transformação social por meio da educação é o objetivo da nova plataforma Inteligência Social (https://projetointeligenciasocial.com.br/), idealizada pela empreendedora social Luciana Chinaglia Quintão, fundadora e presidente da ONG Banco de Alimentos, que há 24 anos combate a fome e o desperdício de alimentos no Brasil. Voltado a educadores, o projeto nasceu da crença de que a educação deve incluir a capacitação em fazer o bem de uma forma sistemática, com o propósito de gerar o bem individual e social. Para levar os princípios da Inteligência Social ao âmbito escolar, a plataforma traz sugestões de conteúdos para aplicação em sala de aula e vivências sobre o tema, além de fóruns para proposição de ideias, trocas de aprendizado e construção de pontes. Conhecimento, informação e ferramentas se unem para ajudar os educadores a exercer o seu papel de líderes transformadores. O lançamento da plataforma será no dia 11 de maio, às 19h, em live pelo canal do projeto no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=8UFr-f2RqsA).

“O Brasil está doente, o planeta Terra está doente. Precisamos agir rápido para não perecer. Cada um de nós possui em si a semente de todos os saberes e os sentimentos. A questão é o que decidimos regar, no exercício do que eu chamo de Inteligência Social. Há 24 anos eu decidi regar a ONG Banco de Alimentos para combater a fome e o desperdício de alimentos no país. Mas acredito que existam várias fomes, não só de comida, mas de moradia, educação, saúde, transporte, justiça social, ética, ar puro, paz e fome de futuro. Minha meta agora é concretizar o sonho de trazer os princípios da Inteligência Social para a educação, a fim de ajudar a desenvolver cidadãos com capacidade de reflexão para chegar a soluções”, afirma Luciana Quintão.

A iniciativa nasceu a partir do livro Inteligência Social – a perspectiva de um mundo sem fome(s), lançado por Luciana no final de 2019. A obra traz dados sobre um Brasil multifacetado, com enorme desigualdade, com instituições que ainda não desenvolveram o olhar conjunto para os objetivos que deveriam ser comuns à nação. A prática da Inteligência Social revela o poder de cada ser humano em mudar essa realidade, como célula construtora de uma sociedade mais justa e acolhedora para todos. A ideia central é reforçar que as pessoas são responsáveis pela realidade à sua volta e que podem e devem exercer essa responsabilidade para o bem. A evolução social ocorre quando a inteligência coletiva se faz presente e atuante. Ao conectar educadores, a nova plataforma espera colaborar para que despertem nos estudantes a importância da prática da inteligência coletiva para a evolução social.

A plataforma foi desenvolvida considerando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de modo a estabelecer propostas eficazes e pertinentes para professores aplicarem em sala de aula, somando-se à proposta educacional já existente. Inicialmente, o conteúdo terá foco no Fundamental II e Ensino Médio. Para contemplar o material de apoio oferecido, uma nova matéria é sugerida aos educadores como complemento à grade curricular: Habilidades Sociais.

O portal busca uma interação forte com o meio em que vivemos, partindo da premissa de que o homem muda o meio e o meio muda o homem. Para despertar os alunos para a prática da Inteligência Social, aprimorando suas habilidades para a construção do bem, a plataforma oferece conteúdos para diversas disciplinas sempre associados a questões sociais, remetendo, por exemplo, para a reciclagem, o comer saudável, o consumo consciente, a adoção de uma causa, a reflexão sobre a pobreza e a desigualdade.

Na cartilha para o Ensino Médio, por exemplo, em Matemática, a sugestão é de montagem de gráficos que mostrem ao aluno a realidade ao seu redor. Um gráfico sobre insegurança alimentar identifica o percentual de pessoas com fome no país; outro analisa a carga tributária no Brasil e se realmente os impostos se traduzem em benefícios para a sociedade; ou gráficos que mostram o desemprego, o desmatamento, e assim por diante. O mesmo na disciplina português, com textos associados a conteúdos sociais e éticos, sempre aprimorando as habilidades dos alunos para a construção do bem. O projeto prevê a promoção de um concurso entre as escolas, para a troca das melhores práticas.

“Acredito que assim como o ser humano muda o meio em que vive e o meio muda o ser humano, a educação muda as pessoas e as pessoas podem assim mudar o mundo. Desde o início de suas atividades, a ONG Banco de Alimentos já promovia a educação em suas ações, via nutrição, aproveitamento integral dos alimentos e outras frentes. Agora vamos ampliar essa visão, acreditando que todos somos responsáveis pelo mundo à nossa volta e que a maior inteligência consiste em fazer o bem. Vejo a escola como um elemento transformador, para que crianças e jovens sejam responsáveis por fazer diferente e acelerar a construção de um mundo melhor”, afirma Luciana.

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