ONG Banco de Alimentos mobiliza crianças e jovens no mês que marca o Dia Mundial da Alimentação

Na certeza de que o combate à fome e ao desperdício de alimentos depende especialmente da conscientização e participação de crianças e jovens, a ONG Banco de Alimentos está desenvolvendo uma série de atividades educativas nas escolas, engajando educadores e alunos na transformação de uma realidade que atinge de forma negativa a vida de milhões de brasileiros. As ações acontecem durante todo o mês de outubro, com o objetivo de celebrar o Dia Mundial da Alimentação, comemorado no dia 16. Entre as iniciativas, estão a Gincana Social DMA para arrecadação de alimentos, apresentação seguida de debate do documentário Cultura do Desperdício e apresentação especial de circo no dia 13 de outubro, com a dupla de palhaços da Oficinas Atrapalhadas, que entre brincadeiras e muita animação trabalha o aproveitamento integral dos alimentos e a importância de combater o desperdício.

“Temos hoje 125 milhões de brasileiros sem garantias de que terão o que comer na próxima refeição em qualidade e quantidade suficiente, entre eles 33 milhões em situação grave de fome. É uma realidade triste e inaceitável. De outro lado, o país desperdiça em média 27 milhões de toneladas de alimentos por ano. Como empreendedora social, combatendo a fome e o desperdício de alimentos há 24 anos, acredito que é preciso preparar as novas gerações de crianças que serão os adultos de amanhã, prontos para construir um Brasil sem fome. Por isso decidimos trabalhar junto com as escolas, levando uma série de atividades para várias faixas etárias, visando um mundo mais sustentável”, afirma Luciana Chinaglia Quintão, fundadora e presidente da ONG Banco de Alimentos e integrante da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais.

Entre outras escolas, participam da Gincana Social DMA cerca de 6 mil alunos das instituições Colégio Marista Arquidiocesano, Escola Carlitos, Escola Alef Peretz, Colégio Johann Gauss, Colégio Bosque Feliz, Colégio Sir Isaac Newton e Escola Alto de Pinheiros. Estarão engajados também os 1.600 alunos do IBMEC São Paulo (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais). A iniciativa mobiliza alunos e suas famílias para a arrecadação de alimentos que serão depois distribuídos às 67 entidades assistidas pela ONG Banco de Alimentos, que atendem continuamente mais de 25 mil pessoas em situação de vulnerabilidade. A Gincana visa promover a cultura de doação e o engajamento social dos alunos (www.gincanasocial.com.br).

Haverá também apresentação do documentário Cultura do Desperdício, seguida de debate. O documentário aborda o desperdício de alimentos, o consumo exagerado e o descarte indevido, e tem o objetivo de sensibilizar e conscientizar os alunos sobre as complexas relações de produção, circulação e consumo de alimentos, integrando-as a uma necessária visão crítica sobre desigualdade social, alimentação saudável e nutrição, e aproveitamento integral dos alimentos.

No dia 13 de outubro, às 14h, acontece uma apresentação circense especial que reunirá cerca de 600 crianças de entidades assistidas pela ONG Banco de Alimentos. O evento será no Circo Patati Patatá e começa com uma apresentação produzida para a ocasião, da dupla de palhaços da Oficinas Atrapalhadas que, com muita diversão e informação, traz conhecimento sobre as várias partes dos alimentos e a importância do aproveitamento integral de cascas, talos, folhas e sementes. A dupla ensinará também às crianças a receita de um bolo delicioso feito com o aproveitamento da casca de banana. Após a apresentação deste quadro especial alusivo ao Dia Mundial da Alimentação, as crianças assistirão ao espetáculo do Patati Patatá. No caminho para o circo, a ONG Banco de Alimentos vai disponibilizar materiais para o desenvolvimento de atividades também relacionadas ao aproveitamento integral dos alimentos.

Para todas as atividades, a equipe da ONG Banco de Alimentos produziu cartilhas, totens e folders. Os totens ficarão na entrada do espetáculo circense enquanto as cartilhas e folders serão distribuídos para as crianças presentes levando conhecimento e motivação para a ação. Além de dados atuais sobre o desperdício, os materiais destacam que cascas, talos, folhas e sementes de quase todas as frutas, verduras e legumes em geral apresentam mais nutrientes do que a polpa e podem se transformar em ótimos ingredientes para canapés, brigadeiros, recheios de torta, refogados, omeletes, cremes, patês e pães. A equipe de nutricionistas da ONG Banco de Alimentos demonstra como isso é possível, em várias receitas nutritivas e saborosas como a de brigadeiro de casca de banana. As ações foram desenvolvidas em conjunto com a equipe do Projeto Inteligência Social (https://projetointeligenciasocial.com.br/), iniciativa de Luciana Quintão que tem o objetivo de promover a transformação social por meio da educação.

“No mundo, 931 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas por ano e o Brasil é o décimo país que mais desperdiça, segundo ranking produzido pela FAO em 2021. Milhões de quilos são jogados fora diariamente no país mesmo estando bons para o consumo, apenas por não terem sido vendidos. Na luta contra a fome, é essencial combater este desperdício. Desperdiçar significa não utilizar o que é bom. O desperdício de alimentos provoca a fome indiretamente, no sentido de que poderia ser canalizado para alimentar milhões de pessoas”, afirma Luciana.

Um terço de tudo o que é produzido no mundo vai parar no lixo, segundo dados da FAO, levando em consideração toda a cadeia alimentar. Além de provocar a fome indiretamente, o desperdício provoca danos ao meio ambiente, uma vez que os alimentos se decompõem e produzem gases de efeito estufa. “Entre 8% e 10% das emissões de gases de efeito estufa no mundo são associadas ao descarte de alimentos. Se o desperdício fosse um país, seria o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa do planeta. Dar um outro destino a esta comida, a partir da conscientização e colaboração de toda a sociedade, ajudaria a amenizar a fome de milhões de pessoas, ao mesmo tempo em que diminuiria drasticamente os impactos ambientais”, destaca Luciana.

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