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Fome ainda é desafio no aniversário do Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Brasil tem 33 milhões de pessoas sem ter o que comer

 

Hoje é comemorado o Dia Internacional dos Direitos Humanos.  A data é celebrada em função da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento assinado há 74 anos com o objetivo de promover a paz, a liberdade e a cidadania. Cidadania, leia-se: igualdade de acesso à estrutura social básica, dentro da qual é possível viver de forma justa e segura. No entanto, a dignidade humana passa pela necessidade de ações mais contundentes de combate à fome em todo o mundo.

Segundo dados do IBGE, hoje no Brasil, o percentual de crianças menores de 14 anos vivendo abaixo da linha da pobreza é de 46,2%, o maior índice já registrado desde que começou a ser medido, em 2012. Em números absolutos, isso significa um total de 20,3 milhões de crianças nesta situação.

 

25 mil

é o número de pessoas

que alimentamos todos os dias

na cidade de São Paulo

 

Dados como estes nos assustam pois, por mais bem estruturada que a ONG Banco de Alimentos seja, precisamos ainda de muitos esforços e engajamento significativo da comunidade para ampliarmos nossa atuação.

Hoje, contamos com 29 parceiros investidores, responsáveis pelo nosso maior volume de doações, além de outras 29 empresas que colaboram conosco de forma regular – ou seja, também fazem parte dos investidores, com contribuições um pouco menores, porém importantíssimas para os compromissos assumidos com as instituições e comunidades que ajudamos. Afinal, são 67 entidades beneficiadas todos os dias, ajudando a alimentar 25 mil pessoas na cidade de São Paulo.

Desde 1998, já arrecadamos 16 mil toneladas de alimentos, todos entregues à população. Acreditamos que não podemos arrefecer quando o assunto é o combate à fome. Tudo o que foi combinado há 74 anos na ocasião da criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos precisa seguir vivo na nossa maneira de agir, como comunidade e como indivíduos.

Uma sociedade justa se constrói a partir de pequenas atitudes contínuas de todos, sempre na mesma direção: a manutenção da dignidade humana em todas as suas formas. Qualquer um pode participar dessa cadeia de transformação, tanto individualmente (como pessoa física) ou corporativamente (empresa de todos os portes e setores), através do engajamento com as ações do Banco de Alimentos.

“Só seremos uma nação, quando a fome não for mais um impeditivo para termos cidadãos participativos na construção da grande família brasileira” , como lembra Luciana Chinaglia Quintão, Economista – Fundadora ONG Banco de Alimentos. Veja como ajudar clicando aqui e vamos juntos transformar a realidade de milhões de brasileiros que precisam de nós História.

Horrorizada com os efeitos de duas guerras mundiais que ocorreram num intervalo tão curto de tempo na primeira metade do século passado, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (clique aqui para ler o documento completo).

Artigo 25 da Declaração, “todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família saúde, bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis e direito à segurança em caso de desemprego, doença invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle”.

Apesar de seguir em vigor até os dias de hoje, este e os demais artigos do documento parecem ter caído no esquecimento dos líderes de Estado e da sociedade civil. Após sucessivas crises econômicas globais, seguidas de dois anos de pandemia, o número de famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar aumentou significativamente.

De acordo com a ONU, o número de famintos aumentou de 811 milhões para 828 milhões entre 2021 e 2022.

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